Análise de Songs of Conquest – Uma Jornada Estratégica em Pixel Art
Logo de cara, Songs of Conquest nos apresenta um de seus principais pontos: sua direção de arte e belíssimo pixel art. Com cenários detalhados, personagens e cores vibrantes, mostra o quão dedicada é a equipe de desenvolvimento.
A maior inspiração aqui são os clássicos da franquia Heroes of Might and Magic. No entanto, Songs of Conquest tem sua própria personalidade e inovações dentro dessa inspiração. A Lavapotion desenvolveu bem o modo campanha para que os jogadores possam aprender gradualmente e entender suas mecânicas, com quatro facções básicas, diálogos, histórias e um ritmo que é bom para novos jogadores—especialmente streamers que estão experimentando o jogo pela primeira vez.
Afinal, jogos de estratégia podem ser um pouco difíceis de segurar a atenção do público. Uma excelente recompensa para mim ao longo da campanha foi assistir às belas cenas com música narrando a história, fazendo jus ao nome do jogo.

Uma Curva de Aprendizado Que Pode Afastar Alguns
Jogos de estratégia são sempre divisivos e exigem tempo para que os jogadores aprendam suas mecânicas. Aqui não é diferente. Navegação, exploração e gerenciamento do mapa são mais diretos e fáceis de aprender. Já tenho experiência com jogos 4X, e aqui senti que fui menos sobrecarregado com novas mecânicas e informações.
O que achei mais difícil—e que pode afastar novos jogadores, especialmente aqueles que não começam pela campanha—é o combate. Aqui, usamos nosso Wielder com até seis grupos de soldados que recrutamos. No entanto, se por exemplo recrutarmos 10 soldados, haverá apenas 1 Soldado com o número 10 abaixo, mostrando que há um total de 10 unidades ali, representando seus atributos. Isso foi um pouco confuso para mim, pois às vezes, em combate, eu tinha muitos guerreiros que eram dizimados por inimigos com menos unidades que eu.
Também é possível que o Wielder participe da luta com seus feitiços e habilidades, sendo crucial para vencer em algumas situações. Para ser honesto, o combate para mim foi a parte que eu gostaria de ter gostado mais, mas não achei tão intuitivo ou divertido. Não é ruim, apenas não foi do meu gosto. Para fãs de Heroes of Might and Magic que gostam desse sistema, é um verdadeiro deleite, permitindo várias estratégias e mecânicas no combate.

Conteúdo Extra e DLCs Expandem a Experiência
Além do modo campanha, o modo Conquest é o grande foco para muitos jogadores. Aqui temos uma boa seleção de mapas pré-criados ou gerados aleatoriamente. Escolha sua facção, cor, dificuldade do computador se estiver jogando solo e aproveite. Especialmente para jogar com amigos, seja em equipe ou todos contra todos, há conteúdo aqui para fãs de estratégia aproveitarem por muito tempo.
Algo que gostei muito e que pode ser bastante viciante é o modo de criação de mapas, onde os jogadores podem construir cenários, compartilhá-los e testar as criações de outros jogadores. Isso é perfeito para streamers, pois traz conteúdo extra e permite que sua comunidade participe trocando criações.

Em seu conteúdo pago, temos duas novas facções, muito únicas e chamativas em seus designs e mecânicas.
A primeira a ser lançada é Vanir, com seu tema nórdico e unidades muito interessantes que são um pouco diferentes das facções óbvias que vemos em jogos desse tipo. Não joguei com essa facção, mas a enfrentei em alguns cenários, e a direção de arte dos desenvolvedores está de parabéns pela criatividade.

A segunda e mais recente facção lançada, Roots, foi certamente a que mais chamou minha atenção. Pessoalmente, adoro jogar com criaturas e elementos mais fantásticos, e aqui amei todas as unidades e portadores. Eles parecem plantas e fungos misturados com ossos—algo que você definitivamente veria em um filme de terror.
Suas mecânicas, pelo que entendi, giram em torno de gerar Essências com mais facilidade para que o Wielder possa usar mais feitiços e fortalecer unidades próximas que têm uma relação simbiótica. Para mim, foi a facção mais interessante em termos de design e mecânicas, e ainda não aprendi a usar todo seu potencial, o que mostra como seus sistemas podem ser complexos.

Infelizmente, esses dois DLCs de facções não têm campanhas para jogo solo, o que é uma pena. Seria ótimo ter mais cenas e músicas voltadas para essas novas raças incríveis adicionadas ao mundo.
Desempenho e Acessibilidade
Testado em sua versão da Steam, o jogo roda muito bem, foi muito leve na minha máquina e está disponível em um total de 14 idiomas—o que é muito bem-vindo, especialmente em jogos de estratégia.

STREAMER SCORE
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Performance
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Streamability
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Engagement
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Replay Factor
Summary
No geral, Songs of Conquest é um excelente RPG de estratégia com muitas mecânicas, uma campanha bem desenvolvida com ótima trilha sonora e excelente direção de arte. Seu combate é divisivo pela sua curva de aprendizado, mas no geral é um excelente jogo para fãs do gênero.
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